É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

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Apenas me puxe.

21 de agosto de 2016 | 0 comentários

Isso nunca vai acabar… eu sinto que isso nunca vai me deixar.. cada vez que eu tropeço o sentimento de repulsa comigo mesma vem mais forte e é como se a tortura mental ficasse mais lenta e poderosa. Eu como, eu infelizmente me rendo ao alimento e por muitas vezes faço do inferno uma casa da qual não existe portas de saída… eu posso correr pra minhas mais variadas formas de escape: choro, remédios, cortes e desespero, me olho no espelho e sinto as lagrimas caírem, me soco internamente e fisicamente até me enganar que a dor física vai ser maior que a mental mas então eu me engano e nenhuma forma de escape consegue me desviar da dor interna, do inferno psicológico em qual mergulho e faço visitas constantes. Tudo machuca minha alma sensível, os comentários, os olhares, as magras, a força, o vazio, tudo machuca, mas nada machuca mais que eu mesma me fazer cair no buraco, eu mesma comer e me decepcionar, saber que eu falhei e por conta própria … ai a dor é grande, ai o choro é mais quente que o normal. Muitas vezes eu fico feliz por ter conseguido ficar livre e vazia, muitas vezes eu durmo como uma pena e acordo cheia de luz com o vazio interno mas não é mais vezes que ir pro inferno, são apenas idas esporádicas ao céu onde encontro a magreza que existe em mim e faço daquilo meu eterno subterfúgio de fuga para quando eu caio no precipício. Há dias mortos, de torturas que eu só penso em arrancar essa maldita pele, essa desgraça não é minha, eu odeio cada centímetro indesejado dessa gordura que não me deixa, eu cavo, eu grito eu rogo pelos ossos, eu preciso me erguer quando não vejo escapatórias porque são as maldades da mente que me afunda na gordura e penso que de lá não posso sair, que sempre vou permanecer assim, que jamais verei meus ossos e derramar lagrimas de felicidade pela magreza…é as mentiras da mente que te leva pra trás, eu não me engano… muitos me dizem que sou enganada por esse demônio que sussurra em meu ouvido que não devo comer, mas é ele que me mostra a enganação da gordura, que eu não posso viver assim, que eu não mereço viver assim…

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