É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.

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me deixa.

29 de maio de 2016 | 0 comentários

Me deixa fazer seu corpo desconhecido de moradia para os meus devaneios menos inocentes e fora da minha alma de poetisa que faz serenata. Me deixa pensar que ainda está aqui quando nunca esteve. Me deixa pensar que tu me pertences de forma em que somos parte daquilo que jamais poderei descrever ou escrever. Me deixa ser sua quando nunca fui. E não me deixa. Fica e diz o contrário de toda e qualquer teoria. Me deixa construir poesia nos fios dos seus cabelos, no seu sorriso oculto e no jeitinho que você encolhe os olhos nas fotos. Me deixa experimentar devagarinho cada parte do seu caos que atiça meus devaneios de poeta inexperiente. Me deixa apreciar cada parte em você, me deixa amar cada defeito e cada erro seu. Deixa eu me construir nas palavras que você diz, mesmo quando elas não são verdadeiras. Me deixa viver na simplicidade de acordar com o coração cheio de amor pra lhe entregar. Me deixa ser quem você quiser ao lado, me deixa largar minha essência inútil e solitária para me fazer daquela que você sempre quis - a que nunca serei.
Tu me deixaste.

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